Algo A Dizer
Algo a Dizer
 

Pintura rupreste

Por José Inácio Vieira de Melo

Brusca vertigem que, ao ser vislumbrada,
cresce com cada lápide de minha
arquitetura - lápis da ciência
dos calendários cósmicos, marcando

dentro do coração os fevereiros
futuros. Fruto de uma velha árvore,
minha carne transgride transparências
concentrada na rosa e no jardim.

O silêncio que pinta a solidão
constrói pedras, passagens e paisagens
para dizer ao tempo suas cores,

como a figura que riscaste dentro
da caverna é a sombra da criança.
Ainda sinto passos dessas formas.
José Inácio Vieira de Melo (1968), alagoano radicado na Bahia, é poeta e jornalista. Coordenador de vários eventos literários, dentre eles a Praça de Cordel e Poesia, na 9ª Bienal do Livro da Bahia (2009) e o projeto Poesia na Boca da Noite (2004 a 2007). Publicou os livros Códigos do silêncio (2000), Decifração de abismos (2002), A terceira romaria (2005), A infância do Centauro (2007) e Roseiral (2010). Organizou Concerto lírico a quinze vozes - Uma coletânea de novos poetas da Bahia (2004) e a agenda Retratos Poéticos do Brasil 2010 (2009). Edita o blog Cavaleiro de Fogo (www.jivmcavaleirodefogo.blogspot.com)
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